terça-feira, 31 de outubro de 2006
O Gênesis de Salgado
Antonio Gonçalves Filho
Pela primeira vez em sua carreira o fotógrafo Sebastião Salgado fotografa uma série inteira de paisagens. Não, Salgado não decidiu enveredar pelo caminho de Ansel Adams (1902-1984), o fotógrafo americano que ficou conhecido por suas fotos panorâmicas do vale de Yosemite. Embora seja preservacionista como Adams, as fotos de paisagens de Salgado são de natureza diferente. Fazem parte de um ambicioso projeto chamado Gênesis, em que o fotógrafo brasileiro volta às origens da Terra num trabalho classificado por ele de 'antropologia planetária'. Parte dessas fotos está exposta no Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte, numa mostra bancada pela Arcelor Brasil (Belgo, CST e Vega do Sul) com chancela da Unesco.
De passagem pelo Brasil, vindo de Kamchatka, a grande península russa do leste, Salgado concedeu uma entrevista exclusiva ao Estado. Sobre o projeto Gênesis, com duração prevista de oito anos, o fotógrafo esclarece que essa longa viagem só vai se tornar viável graças ao apoio de jornais e revistas europeus (Guardian, La Repubblica, Vanguardia, Paris Match) e companhias americanas, além da CST-Arcelor Brasil. Esse consórcio cobre os gastos das longas expedições por lugares onde poucos homens colocaram seus pés. Além de fotografar os vulcões de Kamchatka, Salgado esteve, no ano passado, no Himalaia e no deserto da Namíbia. Este ano ele explora as regiões glaciais da Argentina e Chile, partindo depois para a Antártida. Terá como companheiro de viagem o navegador Amyr Klink.
Mineiro de 62 anos, Salgado construiu sua reputação como fotógrafo dos deserdados do mundo. Há dois anos, por iniciativa da agência fotográfica Amazon Images, dirigida por sua mulher Lélia Deluiz Wanick Salgado, ambos decidiram mostrar os paraísos intocados que garantem a biodiversidade do planeta. Com a colaboração de um programa das Nações Unidas para o meio ambiente, Salgado deu início ao projeto Gênesis, que vai registrar os bons frutos do vínculo entre homem e natureza, no contrafluxo da degradação ambiental provocada por essa mesma relação no meio urbano.
Dividindo o projeto em quatro blocos temáticos (Criação, Arca de Noé, Homem Antigo e Sociedade Antiga), Salgado fotografou desde paisagens ancestrais até comunidades que evocam os primórdios da civilização, passando por animais pouco vistos e indígenas que mantêm suas culturas e tradições, do Congo ao Xingu.
Salgado diz que não vê ruptura entre esse projeto educacional, vinculado ao ensino de questões ambientais a jovens alunos, e a longa pesquisa fotográfica que deu origem às séries anteriores, todas transformadas em livros, como Outras Américas, Sahel: L'Homme en Detrésse, Trabalhadores e Êxodos. 'Esse projeto chama-se Gênesis porque, além de retornar à origem do planeta, pretendo mostrar que ainda é possível a integração homem-natureza, apesar das previsões catastróficas.' Assim, não se trata de uma reportagem sobre aquecimento global, destruição das florestas ou as conseqüências da fome endêmica. São imagens elegíacas, em que a pata de um iguana surge numa dimensão fenomenológica, como uma revelação teofânica.
'Essa foto provocou uma série de interpretações interessantes dos alunos das escolas públicas do Espírito Santo, onde 187 estabelecimentos receberam kits com imagens captadas nas Ilhas Galápagos', conta Salgado, animado com a possibilidade de transferir aos pequenos uma dose de esperança sobre a salvação das 25 principais regiões ecológicas do mundo, os chamados 'hotspots', responsáveis por mais da metade de espécies do planeta. Apesar de todo o estrago provocado no meio ambiente, ainda existem áreas selvagens que podem religar a espécie ao planeta, diz, observando que seu interesse pelas comunidades indígenas transcende a curiosidade antropológica. 'Acho que eles vão nos ensinar como preservar a vida na Terra, pois há séculos protegem o lugar onde vivem.'
Salgado fundou com a mulher o Instituto Terra, que oferece educação ambiental a autoridades municipais, professores e proprietários rurais. Começou com a área de 675 hectares pertencente ao casal, reflorestada com espécies nativas da Mata Atlântica. Isso explica a natureza pedagógica do projeto Gênesis, que ainda vai levar o fotógrafo ao Ártico, ao deserto mexicano, às montanhas do Canadá, ao Alasca e a lugares remotos da China e EUA.
Embora a terra de Ansel Adams esteja no roteiro, Salgado não vai fotografar Yosemite ou Sierra Nevada, mas regiões desérticas. O fotógrafo brasileiro diz que suas paisagens são em tudo diferentes das do mestre americano. 'Eu não trabalho com o mesmo material', diz, informando que trocou o formato 35 milímetros por negativos de 6 x 4,5. A diferença não está só aí. O aspecto formal - todas as fotos são em preto-e-branco, favorecendo a abstração e a interpretação do espectador - continua em pauta, mas é subordinado a um projeto de reportagem em que o próprio Salgado parte para experiências inéditas como as de fotografar os outros animais do planeta sem um olhar antropocêntrico. Ele explica: quer 'encontrar' esses animais, entendê-los como compreende a própria família.
Depois de viver nas Ilhas Galápagos em meio a tartarugas gigantescas e iguanas antediluvianos, Salgado teve outra experiência inaudita a 4 mil metros de altura, na cordilheira asiática do Himalaia. No planalto que reúne as montanhas mais altas do mundo, o fotógrafo subiu uma delas com mais de 30 mulas carregando equipamentos e alimentos. Nessa peregrinação Salgado já conheceu mais de uma centena de países desde que decidiu, aos 59 anos, rastrear espécies e povos nômades pelo globo terrestre.
Pela primeira vez em sua carreira o fotógrafo Sebastião Salgado fotografa uma série inteira de paisagens. Não, Salgado não decidiu enveredar pelo caminho de Ansel Adams (1902-1984), o fotógrafo americano que ficou conhecido por suas fotos panorâmicas do vale de Yosemite. Embora seja preservacionista como Adams, as fotos de paisagens de Salgado são de natureza diferente. Fazem parte de um ambicioso projeto chamado Gênesis, em que o fotógrafo brasileiro volta às origens da Terra num trabalho classificado por ele de 'antropologia planetária'. Parte dessas fotos está exposta no Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte, numa mostra bancada pela Arcelor Brasil (Belgo, CST e Vega do Sul) com chancela da Unesco.
De passagem pelo Brasil, vindo de Kamchatka, a grande península russa do leste, Salgado concedeu uma entrevista exclusiva ao Estado. Sobre o projeto Gênesis, com duração prevista de oito anos, o fotógrafo esclarece que essa longa viagem só vai se tornar viável graças ao apoio de jornais e revistas europeus (Guardian, La Repubblica, Vanguardia, Paris Match) e companhias americanas, além da CST-Arcelor Brasil. Esse consórcio cobre os gastos das longas expedições por lugares onde poucos homens colocaram seus pés. Além de fotografar os vulcões de Kamchatka, Salgado esteve, no ano passado, no Himalaia e no deserto da Namíbia. Este ano ele explora as regiões glaciais da Argentina e Chile, partindo depois para a Antártida. Terá como companheiro de viagem o navegador Amyr Klink.
Mineiro de 62 anos, Salgado construiu sua reputação como fotógrafo dos deserdados do mundo. Há dois anos, por iniciativa da agência fotográfica Amazon Images, dirigida por sua mulher Lélia Deluiz Wanick Salgado, ambos decidiram mostrar os paraísos intocados que garantem a biodiversidade do planeta. Com a colaboração de um programa das Nações Unidas para o meio ambiente, Salgado deu início ao projeto Gênesis, que vai registrar os bons frutos do vínculo entre homem e natureza, no contrafluxo da degradação ambiental provocada por essa mesma relação no meio urbano.
Dividindo o projeto em quatro blocos temáticos (Criação, Arca de Noé, Homem Antigo e Sociedade Antiga), Salgado fotografou desde paisagens ancestrais até comunidades que evocam os primórdios da civilização, passando por animais pouco vistos e indígenas que mantêm suas culturas e tradições, do Congo ao Xingu.
Salgado diz que não vê ruptura entre esse projeto educacional, vinculado ao ensino de questões ambientais a jovens alunos, e a longa pesquisa fotográfica que deu origem às séries anteriores, todas transformadas em livros, como Outras Américas, Sahel: L'Homme en Detrésse, Trabalhadores e Êxodos. 'Esse projeto chama-se Gênesis porque, além de retornar à origem do planeta, pretendo mostrar que ainda é possível a integração homem-natureza, apesar das previsões catastróficas.' Assim, não se trata de uma reportagem sobre aquecimento global, destruição das florestas ou as conseqüências da fome endêmica. São imagens elegíacas, em que a pata de um iguana surge numa dimensão fenomenológica, como uma revelação teofânica.
'Essa foto provocou uma série de interpretações interessantes dos alunos das escolas públicas do Espírito Santo, onde 187 estabelecimentos receberam kits com imagens captadas nas Ilhas Galápagos', conta Salgado, animado com a possibilidade de transferir aos pequenos uma dose de esperança sobre a salvação das 25 principais regiões ecológicas do mundo, os chamados 'hotspots', responsáveis por mais da metade de espécies do planeta. Apesar de todo o estrago provocado no meio ambiente, ainda existem áreas selvagens que podem religar a espécie ao planeta, diz, observando que seu interesse pelas comunidades indígenas transcende a curiosidade antropológica. 'Acho que eles vão nos ensinar como preservar a vida na Terra, pois há séculos protegem o lugar onde vivem.'
Salgado fundou com a mulher o Instituto Terra, que oferece educação ambiental a autoridades municipais, professores e proprietários rurais. Começou com a área de 675 hectares pertencente ao casal, reflorestada com espécies nativas da Mata Atlântica. Isso explica a natureza pedagógica do projeto Gênesis, que ainda vai levar o fotógrafo ao Ártico, ao deserto mexicano, às montanhas do Canadá, ao Alasca e a lugares remotos da China e EUA.
Embora a terra de Ansel Adams esteja no roteiro, Salgado não vai fotografar Yosemite ou Sierra Nevada, mas regiões desérticas. O fotógrafo brasileiro diz que suas paisagens são em tudo diferentes das do mestre americano. 'Eu não trabalho com o mesmo material', diz, informando que trocou o formato 35 milímetros por negativos de 6 x 4,5. A diferença não está só aí. O aspecto formal - todas as fotos são em preto-e-branco, favorecendo a abstração e a interpretação do espectador - continua em pauta, mas é subordinado a um projeto de reportagem em que o próprio Salgado parte para experiências inéditas como as de fotografar os outros animais do planeta sem um olhar antropocêntrico. Ele explica: quer 'encontrar' esses animais, entendê-los como compreende a própria família.
Depois de viver nas Ilhas Galápagos em meio a tartarugas gigantescas e iguanas antediluvianos, Salgado teve outra experiência inaudita a 4 mil metros de altura, na cordilheira asiática do Himalaia. No planalto que reúne as montanhas mais altas do mundo, o fotógrafo subiu uma delas com mais de 30 mulas carregando equipamentos e alimentos. Nessa peregrinação Salgado já conheceu mais de uma centena de países desde que decidiu, aos 59 anos, rastrear espécies e povos nômades pelo globo terrestre.
A nova fronteira da publicidade
Marili Ribeiro
O publicitário Evandro Soares, de 26 anos, faz no trabalho o que muitos sonham em fazer nas férias. Evandro é pago pela agência Africa para viajar. Sua missão é correr o mundo - sem gastar muito -, observar tendências de comportamento e novidades de comunicação, relatar o que viu para os colegas da área de criação e ajudar a transformar essas idéias em soluções práticas para os clientes.
Sua história faz parte de uma novidade nas agências de publicidade. Em busca de idéias inovadoras e numa tentativa de acompanhar a revolução tecnológica da comunicação online, as agências estão escalando profissionais para explorar a nova fronteira do conhecimento. A missão desses profissionais é bisbilhotar o mundo virtual e as tendências internacionais.
Evandro Soares, por exemplo, começou sua carreira de publicitário globe-trotter com uma viagem de 15 dias para Nova York. Gastou US$ 700, sem contar a passagem e a estadia, e voltou cheio de idéias. Entre elas, está uma proposta para popularizar a Vale do Rio Doce, cliente da Africa, junto aos operadores da Bolsa, em Wall Street.
“Notei que os operadores circulam muito pouco fora da área de trabalho e freqüentam os carrinhos de lanches e café o tempo todo”, conta Soares. “Poderíamos chamar a atenção deles com um carrinho com as cores do Brasil, junto com uma tela de plasma veiculando campanhas da Vale e informações do mercado financeiro.” A proposta será encaminhada nesta semana ao cliente. Em seguida, Soares embarca para uma pesquisa de 15 dias em Cingapura, Tóquio e Seul.
BLOGUEIROS
A Lew Lara também direcionou sua antena para as tendências internacionais, mas optou por um caminho diferente. Há pouco mais de um ano, a agência montou o site HUB, que abriga mensagens e fotos despachadas por 450 jovens blogueiros espalhados pelos quatro cantos do mundo. “É uma rede informal de informações alimentada por um olhar jovem, arejado e de pessoas loucas por tecnologia e novidades”, diz o diretor-geral do Núcleo de Conteúdo, Inovação e Tendência da agência, Ricardo Al Makul.
Do alto de seus 31 anos, Al Makul se define como o “tiozinho” da equipe que ele comanda aqui no Brasil. São dez jovens, entre 19 anos e 25 anos, que se dedicam a filtrar todas as informações enviadas pela internet e pôr no ar as mais inusitadas. Paralelamente, todo o material coletado é estudado e muitas das idéias acabam virando sugestões de ações de marketing para os clientes da agência.
A busca por novidades requer práticas também inovadoras. Com 15 anos de experiência na área de planejamento e 34 anos, Paula Rizzo resolveu revolucionar a própria carreira. Procurou a DM9DDB e propôs desenvolver um trabalho em que se dedicasse a repensar e achar os caminhos da comunicação na era digital. “Para minha surpresa, eles toparam e me deram total liberdade de começar esse trabalho, que não tem parâmetros no meio publicitário”, diz Paula.
A publicitária começou a prospectar o mundo virtual há alguns meses e, desde então, ela desenvolveu um blog de tendências, com a participação de 300 funcionários da agência, e preparou um curso para auxiliar todos a explorarem as melhores alternativas da internet. Do cruzamento das propostas nasceram 25 projetos, que estão sendo encaminhados aos clientes. Alguns deles envolvem aplicações ousadas de robótica.
Com a enorme quantidade de informações disponíveis na internet, as agências buscam novas fórmulas para processar o material e transformá-lo em ações práticas. Na FischerAmerica, a opção foi incorporar ao quadro de funcionários um blogueiro conhecido no meio publicitário, Carlos Merigo, criador do blog brainstorm9. Com 25 anos, o inquieto Merigo passa o dia fazendo um filtro das novidades que descobre ao navegar pela internet.
MESÕES
Na McCann Erickson a busca por novas formas de relacionamento produziu uma mudança do antigo modelo de operação da agência. Se antes imperavam as duplas de criação isoladas em salinhas no seu processo de trabalho, agora todos se ocupam das tarefas diárias em mesões coletivos, onde a troca de vivências e de informações é uma constante.
“Quem não se adaptou preferiu deixar a agência e 45 pessoas nos deixaram”, explica Adriana Cury que, ao lado de Júlio Castellanos, com quem divide a presidência da McCann, também trabalhará no mesmo esquema, num único salão sem divisórias. “O que tem de reinar aqui é a idéia, sem incentivo a qualquer egotrip tão comum entre publicitários”, diz ela. “Na nova configuração não tem coadjuvante, todos são protagonistas na hora da contribuição para se desenvolver uma campanha em sua múltiplas possibilidades. Afinal, a comunicação agora é multidisciplinar e nada é melhor ou mais eficiente na arte de impactar o consumidor”, conclui.
O publicitário Evandro Soares, de 26 anos, faz no trabalho o que muitos sonham em fazer nas férias. Evandro é pago pela agência Africa para viajar. Sua missão é correr o mundo - sem gastar muito -, observar tendências de comportamento e novidades de comunicação, relatar o que viu para os colegas da área de criação e ajudar a transformar essas idéias em soluções práticas para os clientes.
Sua história faz parte de uma novidade nas agências de publicidade. Em busca de idéias inovadoras e numa tentativa de acompanhar a revolução tecnológica da comunicação online, as agências estão escalando profissionais para explorar a nova fronteira do conhecimento. A missão desses profissionais é bisbilhotar o mundo virtual e as tendências internacionais.
Evandro Soares, por exemplo, começou sua carreira de publicitário globe-trotter com uma viagem de 15 dias para Nova York. Gastou US$ 700, sem contar a passagem e a estadia, e voltou cheio de idéias. Entre elas, está uma proposta para popularizar a Vale do Rio Doce, cliente da Africa, junto aos operadores da Bolsa, em Wall Street.
“Notei que os operadores circulam muito pouco fora da área de trabalho e freqüentam os carrinhos de lanches e café o tempo todo”, conta Soares. “Poderíamos chamar a atenção deles com um carrinho com as cores do Brasil, junto com uma tela de plasma veiculando campanhas da Vale e informações do mercado financeiro.” A proposta será encaminhada nesta semana ao cliente. Em seguida, Soares embarca para uma pesquisa de 15 dias em Cingapura, Tóquio e Seul.
BLOGUEIROS
A Lew Lara também direcionou sua antena para as tendências internacionais, mas optou por um caminho diferente. Há pouco mais de um ano, a agência montou o site HUB, que abriga mensagens e fotos despachadas por 450 jovens blogueiros espalhados pelos quatro cantos do mundo. “É uma rede informal de informações alimentada por um olhar jovem, arejado e de pessoas loucas por tecnologia e novidades”, diz o diretor-geral do Núcleo de Conteúdo, Inovação e Tendência da agência, Ricardo Al Makul.
Do alto de seus 31 anos, Al Makul se define como o “tiozinho” da equipe que ele comanda aqui no Brasil. São dez jovens, entre 19 anos e 25 anos, que se dedicam a filtrar todas as informações enviadas pela internet e pôr no ar as mais inusitadas. Paralelamente, todo o material coletado é estudado e muitas das idéias acabam virando sugestões de ações de marketing para os clientes da agência.
A busca por novidades requer práticas também inovadoras. Com 15 anos de experiência na área de planejamento e 34 anos, Paula Rizzo resolveu revolucionar a própria carreira. Procurou a DM9DDB e propôs desenvolver um trabalho em que se dedicasse a repensar e achar os caminhos da comunicação na era digital. “Para minha surpresa, eles toparam e me deram total liberdade de começar esse trabalho, que não tem parâmetros no meio publicitário”, diz Paula.
A publicitária começou a prospectar o mundo virtual há alguns meses e, desde então, ela desenvolveu um blog de tendências, com a participação de 300 funcionários da agência, e preparou um curso para auxiliar todos a explorarem as melhores alternativas da internet. Do cruzamento das propostas nasceram 25 projetos, que estão sendo encaminhados aos clientes. Alguns deles envolvem aplicações ousadas de robótica.
Com a enorme quantidade de informações disponíveis na internet, as agências buscam novas fórmulas para processar o material e transformá-lo em ações práticas. Na FischerAmerica, a opção foi incorporar ao quadro de funcionários um blogueiro conhecido no meio publicitário, Carlos Merigo, criador do blog brainstorm9. Com 25 anos, o inquieto Merigo passa o dia fazendo um filtro das novidades que descobre ao navegar pela internet.
MESÕES
Na McCann Erickson a busca por novas formas de relacionamento produziu uma mudança do antigo modelo de operação da agência. Se antes imperavam as duplas de criação isoladas em salinhas no seu processo de trabalho, agora todos se ocupam das tarefas diárias em mesões coletivos, onde a troca de vivências e de informações é uma constante.
“Quem não se adaptou preferiu deixar a agência e 45 pessoas nos deixaram”, explica Adriana Cury que, ao lado de Júlio Castellanos, com quem divide a presidência da McCann, também trabalhará no mesmo esquema, num único salão sem divisórias. “O que tem de reinar aqui é a idéia, sem incentivo a qualquer egotrip tão comum entre publicitários”, diz ela. “Na nova configuração não tem coadjuvante, todos são protagonistas na hora da contribuição para se desenvolver uma campanha em sua múltiplas possibilidades. Afinal, a comunicação agora é multidisciplinar e nada é melhor ou mais eficiente na arte de impactar o consumidor”, conclui.
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
Câmera escondida
Veja a pegadinha do assalto!!
Teste sua pureza!
Quer saber se você é uma pessoa pura? veja nesse site um teste super bacana para testar se você entraria no céu caso morresse hoje! hheeehehehhe!! Brincadeira!! http://www.geocities.com/bourbonstreet/bayou/8433/testedepureza
Rouba mas faz
----Ontem a foi consolidada a política do rouba mas faz. A reeleição do presidente Lula com mais de 50 milhões de votos após toda a corrupção explícita do seu governo mostrou isso. Não que o candidato rival de fosse melhor do que Lula,( pois não o é só comparar o programa de governo de ambos ) mas depois de tudo que ele fez, aliás não fez. Depois de ter dito não saber de nada que seus subordinados faziam. Sem contar o fato de praticamente ter transformado o Planalto num diretório do PT e apinhar a máquina estatal de seus amiguinhos corruptos.
----Você deve estar perguntando: o que além de roubar, mentir e deixar a economia estática, morta, ele fez? O Bolsa Família (melhortado, não instituído por ele) ajudou muitas pessoas de baixa ou nenhuma renda. Segundo análises essas pessoas que votaram nele e o conduziram a vitória. Ficaram com receio de que Alckmin não continuasse com o programa. Ou seja, entre um prato de comida e a ética preferiram, num pensamento egoísta e obtuso, o prato de comida. Repito é a consolidação da política do rouba mas faz, de escolher entre o ruim e o menos pior.
----Mas se não votarmos no menos pior votaremos em quem? Respondo com outra pergunta: você prefere ser morto esquartejado por cavalos ou numa fogueira? Certamente deve ter pensado: de nenhuma das duas formas. Por analogia isso se aplica a política, não é necessário escolher entre o ruim e o menos pior. Pode-se escolher a nenhum. Isto também é exercer o direito(no caso do Brasil, dever) democrático do voto.
----Você deve estar perguntando: o que além de roubar, mentir e deixar a economia estática, morta, ele fez? O Bolsa Família (melhortado, não instituído por ele) ajudou muitas pessoas de baixa ou nenhuma renda. Segundo análises essas pessoas que votaram nele e o conduziram a vitória. Ficaram com receio de que Alckmin não continuasse com o programa. Ou seja, entre um prato de comida e a ética preferiram, num pensamento egoísta e obtuso, o prato de comida. Repito é a consolidação da política do rouba mas faz, de escolher entre o ruim e o menos pior.
----Mas se não votarmos no menos pior votaremos em quem? Respondo com outra pergunta: você prefere ser morto esquartejado por cavalos ou numa fogueira? Certamente deve ter pensado: de nenhuma das duas formas. Por analogia isso se aplica a política, não é necessário escolher entre o ruim e o menos pior. Pode-se escolher a nenhum. Isto também é exercer o direito(no caso do Brasil, dever) democrático do voto.
----Contudo como já diz o ditado, não se deve chorar pelo leite derramado. Se graças a burrice, egoísmo ou comodismo das pessoas que usaram a urna como latrina votando desse jeito. Que não aprenderam com o que viram. Achar que os próximos 4 anos de mandato serão melhores ou diferentes do que os do anterior, seria o mesmo que esperar Papai Noel no Natal. Mas afinal de contas, o povo tem o governante que merece.
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